quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Comendo fora

Coisa mais difícil do mundo é fazer uma refeição tranquila com as crianças.
Fica pior quando essa refeição é fora de casa.
E fica mais complicado quando o lugar é chique.
Não,  eu não tenho filhas encapetadas. Tenho crianças saudáveis e curiosas que ainda não assinaram contrato social com ninguém.
Aliás,  contrato social é simplesmente o ato de você se conter. Demonstra que você é "bem educado".
Voltemos ao restaurante.
Se a Malu estiver num local todo decorado, ela vai querer por a mão em tudo. Natural, eu também quero, só não faço por que o contrato social diz que não é educado.
Mas ela não assinou contrato social, lembra? Então ela demonstra claramente seu encanto pela beleza do lugar, quer pegar, quer ir ao banheiro,  à cozinha, quer falar com os garçons e outros clientes.
Já a Nina é muito pequena ainda pra se levantar e explorar, mas ela fica empolgada e dá gritinhos. E, nem todo mundo acha fofo.
A gente não descobriu ainda uma forma de fazer as meninas de comportarem, mas também não evitamos lugar nenhum.  Vou a restaurante, cinema, shopping, tudo numa boa.
Claro que já paguei micos enormes, já morri de vergonha e até de raiva (quando Malu derrubou coca-cola na minha calça branca porque não atendeu meu pedido de segurar o refrigerante com as duas mãos, ou quando limpou o dedo sujo de catchup na minha saia e parecia que meu absorvente tinha vazado), mas nunca me privei de ir aos lugares por estar com duas crianças.
A regra é simples: caso elas extrapolem ao ponto de incomodar as pessoas, nós pedimos a conta, nos levantamos e vamos embora.
Até porque, se queremos ser respeitados temos que respeitar.
Mas se elas estão se divertindo e as pessoas ao redor não demonstram incômodo, não vejo porque sair.
Criança e criança.  E os restaurantes hoje em dia já estão dispondo de locais e pessoal especializado só para entrete-las.
Então é isso.
A dica de hoje é : vá ao lugares que quiser  com seus pequenos e divirtam -se!

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