sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Família unida. Mesmo?

Esse post é um desabafo. Portanto desde agora peço que não me julguem.
Helena vai completar 1 ano no dia 12 de dezembro.
Quando ela nasceu,  de cesariana as 6h30 da manhã,  eu achei que seria muito sofrido para meus pais irem acompanhar o parto. Pedi que fossem mais tarde. Meus sogros são do Maranhão e também não poderiam vir. Eu estava tranquila com minha decisão de estar somente eu e Hélio no nascimento de nossa caçula.
O que eu não contava era que, não somente não iriam ver o parto, como não iriam ficar comigo.
Minha mãe foi me visitar no hospital. Quando ia, ficava menos de 15 minutos. Tinha pressa de ir embora cuidar dos cahorros dela. Ate meu obstetra estranhava. Eu achava que ela nao gostava de hospitais, mas em casa ela so foi 1 vez e em nenhum momento se ofereceu pra ficar comigo (como toda mãe faz quando a filha acaba de parir). Ela não foi me ajudar com as duas crianças e com a casa.
Meu esposo é  autônomo, e eu agradeço a Deus todos os dias por isso. Do contrário eu estaria absolutamente só com duas crianças em casa e curtindo o puerperio.
Nunca disse à ela o quanto fiquei magoada porque eu tinha medo de que ela se magoasse comigo.
Pensando em preservar os outros, acabo de ferindo.
Mas o ano passou e eu resolvi seguir a vida adiante.
Nina vai fazer 1 ano e eu não acho necessário fazer uma festa de arromba (até porque a economia não nos permite esses deleites) e como a Malu está louca de vontade de ir no parque da Mônica e a formatura dela do pré é exatamente no dia do aniversário da irmãzinha, eu achei interessante juntar o útil ao agradável e chamar meus irmãos e pais para comemorarem com a gente o aniversário da Nina e a formatura da Malu no Parque da Mônica.
Eu sei que é caro. E também sei que meus irmãos tem condições de pagar por 1 ingresso pelo menos para seus filhos irem comemorar com a priminha. E, principalmente eu sei que meus pais podem ir.
Mas as respostas que recebi foram todas negativas.
Ou seja, ninguém vai.
E foi como se a ferida abrisse novamente. Me senti sozinha denovo.  E senti tristeza por ver que a família da Malu e da Nina sou eu e o Hélio.
Ninguém vai comemorar com a Malu a formatura dela.
Ninguém vai comemorar com a Nina o primeiro aninho dela.
Minha mãe sugeriu irmos na casa dela, no dia seguinte,  para comermos bolo e cantarmos parabéns.
Não quero comemorar no dia seguinte!  Quero cantar parabéns no dia do aniversário da minha filha. Ela merece isso!
Mas parece que eu preciso comemorar quando e onde é oportuno para os outros. Eu sempre tenho que ceder. Desde meu casamento (depois eu conto) eu estou sempre fazendo do jeito dos outros e nunca do meu jeito.
Mas eu lembrei que, anos atrás,  uma tia telefonou de Minas pra minha mãe dizendo que precisava dela porque a filha estava se divorciando e ela estava triste. Então minha mãe pegou meu pai e foi para lá.  Não importou a distância ou o preço do combustível ou do pedágio.  A tia precisava dela (elas são primas) e ela não mediu esforços para ir até lá dar seu ombro amigo.
Mas a neta fará 1 ano. Esta há 10 km de distância. E ela não vai comemorar porque o parque da Mônica é "coisa de criança "
Mas, toda festinha de aniversário também não é coisa de criança? Quer dizer que se eu fizesse uma festinha em casa ela também não iria?
Estou escrevendo com lágrimas nos olhos e uma profunda decepção.
Me perdoem por falar disso aqui,  mas é  que não posso ligar pra minha mãe pra desabafar.

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