domingo, 23 de agosto de 2015

E quando é a mamãe que fica dodói?

Essa semana foi terrível pra mim. Já na segunda feira não me sentia muito bem. Achei até que virá una gripe, mas não veio. No final da tarde de terça comecei a sentir ardência ao urinar. Pronto. Era uma infecção urinária chegando, e pela cara dela, vinha forte.
Mande whatsapp pro meu médico e ele indicou um remédio pra dor (pra aliviar emergencialmente) e muita água. E pra ir ao consultório na quinta, porque na quarta ele atende em outra cidade.
Quase não dormi direito, mas mesmo assim fui trabalhar na quarta.
Estava naquelas de ir ao banheiro a cada dois minutos e não conseguir fazer mais que duas gotas de xixi. Lá pelas 11h eu me sentia melhor. Comi uma salada, bebi água e pensei "acho que vai passar"
Só que não.
A noite foi um inferno. Dor. Dor. Dor. realmente eu precisava de um médico, mas com quem deixaria as Marias naquele horário? Meus pais não moram perto e eu não tenho aqueles super amigos que cuidam dos nossos filhos quando temos uma emergência.
Tinha que suportar até amanhecer.
E lá fui eu pro trabalho denovo, com planos de, naquela tarde ir ao médico.
Novamente de manhã foi tudo bem, sem dor, mesmo fazendo pouco xixi. Aliás eu estava tomando aquele remédio pra dor. Mas acho que o efeito do bendito só durava até as 17h, porque depois disso voltava tudo denovo.
Entre o desespero da infecção, o medo dela avançar e a necessidade de alguém pra cuidar das minhas filhas , eu acabei escolhendo denovo, ficar com elas. Eu estava sempre em contato com meu médico e seguindo as orientações dele. Eu devia ter ido até lá, mas não conseguia dar dois passos e precisava correr pro banheiro. Ele disse que quando eu me sentisse melhor, fosse a um PS.
Só que na sexta eu não consegui levantar da cama.
A coisa foi tão forte que nem Malu foi pra escola. Ela queria ficar com a mamãe "pra ajudar".
Então tomei o remédio pra dor (senão não suportaria a viagem até o hospital e a espera pelo atendimento) e fui.
O desespero foi tanto que esquecemos a bolsa de fraldas da Nina em cima da mesa e só nos demos conta quando ela fez coco perto do hospital. Por sorte tinha farmácia e meu marido correu comprar fraldas e lenço umedecido.
Graças a Deus lá foi super rápido. Em 2 minutos preencheram minha ficha e em menos de 10 minutos eu estava sendo atendida pela doutora Maria Alice. Super atenciosa ela me prescreveu um antibiótico, água e repouso.
Ali mesmo fiz o exame de urina (depois da consulta) e o resultado foi uma bactéria chamada E.Coli.
Medicada e menos apavorada, voltei pra casa e, pela primeira vez na semana eu dormi bem.
Sei que devia ter ido ao medico de cara, mas realmente as meninas foram a minha principal preocupação. Principalmente a Nina que está gripada. Morro de medo de estar receptiva a pegar outros vírus (e vamos combinar que em hospital tem de tudo).
Pela primeira vez me senti absolutamente sozinha. Eu passei a quarentena com meu esposo e a Malú. Ninguém veio nos ajudar (e naquela época eu fiquei muito magoada com minha mãe por não vir ficar comigo), mas essa semana eu me senti mesmo sozinha no mundo.
Eu não posso ficar doente.
Simplesmente não posso, porque não tenho com quem deixar as meninas. E elas precisam de mim.
E é muito triste perceber que, mesmo você conhecendo centenas de pessoas, não tem ninguém que você sabe que cuidará dos seus filhos em caso de urgência.
Triste mesmo.

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