quinta-feira, 18 de junho de 2015

coisas que a gente não diz (mas pensa)

Saímos hoje, eu e as meninas.
Tava muito divertido. Fomos ao shopping, comemos e depois fomos ao cinema. tudo perfeito. no final do filme, Malu me perguntou se iríamos jantar no shopping e eu disse que não (até porque nem eram 18h ainda) e, de repente toda a felicidade foi embora.
Das coisas que nunca falamos está aquilo que fazemos com nossos filhos e que é errado, mas a gente faz mesmo assim.
Eu criei Malu pra ser princesa. Filha única. E passei a me dedicar a realizar TODOS os desejos dela. O que significa que Malu cresceu sem ouvir "não".
Somente quando a Nina chegou foi que eu percebi o mal que causei a minha mais velha.
Agora, além de dividir tudo com a irmã, Malu ainda tinha que engolir vários "nãos".
Só que esse entendimento todo do que ela vive eu só tenho na teoria. Na prática não dá pra compreender até onde nos erramos com ela.
Malu quando ouve não fica deprimida. Não faz birra, não dá show. Mas seu semblante fica absolutamente infeliz e ela se torna monossilábica.
- Tá tudo bem, filha?
- Tá.
- Quer conversar?
- Não.
Eu sei que errei com ela no passado; mimamos demais por ser a única menina da família e, quando chegou outra menininha nós não demos a ela uma escolha.
Mas não me arrependo completamente, até porque nós não queríamos mesmo outro filho, então era natural que déssemos a nossa única filha tudo.
Só fazem 6 meses que a Nina chegou e o mundo como  Malu conheceu não existe mais.
É tudo diferente, meio mágico, meio assustador. É claro que os adultos compreendem e lidam melhor com essa situação, mas ela é ainda tão pequena. Só tem 5 anos e não tem maturidade emocional, nem vivência para poder compreender que nada mais será como antes.
E eu nem posso acalentar minha primogênita, porque ao fazer isso estar passando uma mensagem errada de que a Nina veio atrapalhar tudo e que o mundo era perfeito antes. Não quero que minha filha mais velha veja a mais nova como uma inimiga.
Enfim, o que eu quero dizer é que nós, mães, nunca queremos admitir as coisas erradas que fazemos é nos justificamos e nos protegemos sob a alcunha do amor incondicional que sentimos por nossos filhos (mais ainda se é o primeiro), mas a verdade é que quando temos outro bebê, secretamente desejamos que nossos filhos cresçam rápido e entendam tudo ao redor imediatamente, para aliviar um pouco a carga, pra nossa vida ficar mais fácil, sem dúvida.
Por outor lado o preço a se pagar é alto demais.

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