quinta-feira, 25 de junho de 2015

Devolta ... ao caos.

Eu sabia que não seria fácil voltar a rotina do trabalho, mas também não imaginei que seria tão complicado.
O dia começa comigo e meu marido acordando. enquanto ele prepara a mamadeira da caçula eu começo a me arrumar. Daí acordo a Malú enquanto meu marido prepara o café da manhã eu a ajudo a se arrumar pro colégio. Tomamos café e saímos.
E começa a complicação.
Eu detesto dirigir e não dirijo bem. Acho que una coisa está relacionada à outra. Moro em avenida, ou seja, o caos começa na porta de casa. Com chuva então, tudo pára. A visibilidade fica ruim e meu medo aumenta. Trânsito até a porta da escola (que fica num atua absurdamente estreita - tão estreita que eu acho que devia ser mão única) , não encontro lugar pra estacionar e paro longe, descemos correndo com pisca alerta ligado e eu a deixo na porta. Volto pro carro e pro caos pro trânsito até chegar no meu trabalho. Atrasada. Todos os dias.
Meio dia recomeça minha tormenta porque tenho que pegar Malu na escola, ir pra casa, almoçar, dar atenção à Nina r voltar pro trabalho.
Atrasada.
denovo.
Hoje nem comi. deixei Malu e voltei pra cá com um pacote de biscoitos.
E é só o quarto dia.
Mas já sei que não vou dar conta.
Hoje desabafei com meu marido que eu odeio dirigir, odeio estacionar na escola, odeio pegar trânsito até o trabalho.
Preciso de ajuda.
Preciso desesperadamente de ajuda.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

coisas que a gente não diz (mas pensa)

Saímos hoje, eu e as meninas.
Tava muito divertido. Fomos ao shopping, comemos e depois fomos ao cinema. tudo perfeito. no final do filme, Malu me perguntou se iríamos jantar no shopping e eu disse que não (até porque nem eram 18h ainda) e, de repente toda a felicidade foi embora.
Das coisas que nunca falamos está aquilo que fazemos com nossos filhos e que é errado, mas a gente faz mesmo assim.
Eu criei Malu pra ser princesa. Filha única. E passei a me dedicar a realizar TODOS os desejos dela. O que significa que Malu cresceu sem ouvir "não".
Somente quando a Nina chegou foi que eu percebi o mal que causei a minha mais velha.
Agora, além de dividir tudo com a irmã, Malu ainda tinha que engolir vários "nãos".
Só que esse entendimento todo do que ela vive eu só tenho na teoria. Na prática não dá pra compreender até onde nos erramos com ela.
Malu quando ouve não fica deprimida. Não faz birra, não dá show. Mas seu semblante fica absolutamente infeliz e ela se torna monossilábica.
- Tá tudo bem, filha?
- Tá.
- Quer conversar?
- Não.
Eu sei que errei com ela no passado; mimamos demais por ser a única menina da família e, quando chegou outra menininha nós não demos a ela uma escolha.
Mas não me arrependo completamente, até porque nós não queríamos mesmo outro filho, então era natural que déssemos a nossa única filha tudo.
Só fazem 6 meses que a Nina chegou e o mundo como  Malu conheceu não existe mais.
É tudo diferente, meio mágico, meio assustador. É claro que os adultos compreendem e lidam melhor com essa situação, mas ela é ainda tão pequena. Só tem 5 anos e não tem maturidade emocional, nem vivência para poder compreender que nada mais será como antes.
E eu nem posso acalentar minha primogênita, porque ao fazer isso estar passando uma mensagem errada de que a Nina veio atrapalhar tudo e que o mundo era perfeito antes. Não quero que minha filha mais velha veja a mais nova como uma inimiga.
Enfim, o que eu quero dizer é que nós, mães, nunca queremos admitir as coisas erradas que fazemos é nos justificamos e nos protegemos sob a alcunha do amor incondicional que sentimos por nossos filhos (mais ainda se é o primeiro), mas a verdade é que quando temos outro bebê, secretamente desejamos que nossos filhos cresçam rápido e entendam tudo ao redor imediatamente, para aliviar um pouco a carga, pra nossa vida ficar mais fácil, sem dúvida.
Por outor lado o preço a se pagar é alto demais.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Voltando aos trabalhos...

Tenho escrito muito pouco por aqui, mas por um bom motivo: estou aproveitando ao máximo os últimos dias de férias-pós-licença-maternidade ao lado das minhas Marias.
Nina já se senta sozinha. Coisa mais fofa do mundo. E como quer ser independente!! Ela tenta arrancar a própria meia, fica looongos minutos ali, puxando, puxando, puxando, daí eu resolvo "ajudar" e tiro a meia do pé dela , então ela me olha feio como quem diz "eu ia conseguir!"
Eu acho lindo demais.
Por outro lado ela parece pressentir que em poucos dias estaremos menos tempo juntas. Quer fica rno colo o tempo todo, fica chorosa quando coloco ela na cadeirinha ou no berço, me olha com aquele olhar do gato de botas no filme Shrek.... enfim, pode ser impressão minha, a famosa CULPA de mãe, mas a verdade é que odo dia está sendo tão precioso e ao mesmo tempo, tem passado tão depressa que eu me sinto meio deprimida.

Mas tem a Malu, que enriquece demais essa nossa "aventura". Hoje ela sentou com a irmã no tapete e quando percebeu que a Nina me procurava ela olhou nos olhinhos da irmã e disse: a mamãe vai voltar pro trabalho, mas não fica triste, ela volta todo dia pra gente, tá.
#CHOREI

Eu amo meu trabalho, de verdade. Mas seria ainda mais feliz se pudesse trabalhar em home-office... o que me impede? 800 metros. A distância exata entre minha casa e o meu trabalho. E o home-office só é oferecido aos empregados que moram em outras cidades.

Mas não posso me lamentar. Graças a Deus é um emprego maravilhoso e minha chefa é uma mãe.
Então, o jeito é engolir o choro, caprichar na make, subir no salto e fazer melhor o que eu sei fazer melhor: me esforçar pra tudo sair o mais próximo do perfeito.

E vocês, meninas? Como anda a conciliação trabalho-maternidade?

Me contem!

terça-feira, 9 de junho de 2015

música para bebês

Dizem que boa música não envelhece. E eu gosto de músicas antigas e quando as ouço consigo viajar por lembranças e sensações de tempos atrás. Mas será que isso funciona com bebês?
Quando Malu era bebê eu costumava colocar vários vídeos como galinha pintadinha pra ela se distrair e aprender (afinal eles aprendem tuuuudo que vêem e ouvem, mesmo quando a gente acha que não estão entendendo nada), e ainda hoje ela adora aquelas cantigas.
Agora, com a Nina eu até tentei, mas percebi que ela não curte tanto.
Como eu sei?
Primeiro ela não presta a menor atenção na TV, depois porque ela prefere brincar com outras coisas enquanto a musiquinha toca. Mas quando eu coloco Pé com Pé, do Palavra Cantada, pronto.
Nina fixa os olhinhos na TV e interage (rindo e fazendo barulhos e gestos, como se conversasse com os músicos).
E você, já descobriu se se bebê curte um som??
Vou deixar o link do DVD, mas se você tiver Netflix também tem o show completo lá.

http://www.saraiva.com.br/palavra-cantada-pe-com-pe-dvd-1986250.html