segunda-feira, 9 de março de 2015

3 meses

Em agosto de 2013, quando tirei o DIU, achava que em pouco mais de 1 mês estaria grávida. Nós, eu, meu marido e nossa filha Malu, sonhávamos com um novo membro na família e tínhamos absoluta certeza de que era tudo o que faltava para nos completar.
Em maio de 2014, após ficar cinco minutos esperando aparecer as listrinhas no teste de farmácia, eu já não tinha tanta certeza. E a certeza que virou dúvida, virou pânico quando o teste deu positivo.
E agora?
De repente todo o amor e esperança que eu sentia quando tirei o DIU virou contas e mais contas.
Eu saí do banheiro e me dei conta de que meu apartamento só tem 50mt2 e dois quartos. Só um banheiro. Depois me lembrei que meu marido é autônomo e tem mês que realmente a coisa empaca e só eu tenho uma renda fixa. Fiquei com medo de ficar 6 meses de licença maternidade e quando voltasse, perdesse meu cargo, meus benefícios, minha fct. Por fim, me lembrei que tinha 35 anos e essa idade não é das melhores para se engravidar.
Então toda a alegria estava sendo engolida por preocupações e medo.
Durante aquelas 39 semanas aconteceram coisas absurdas comigo. Imagine uma gestante que sente contrações desde a 12ª semana e estira o tendão da patela e fica imobilizada, e que perde de líquido amniótico com 34 semanas? Pois é, esse cara fui eu.
Naqueles dias eu só queria me sentir como na primeira gestação, como se andasse nas nuvens, como se fosse intocável. Mas eu não me senti assim. Tinha medo o tempo todo de tudo. E quando o meu G.O não me atendeu numa manhã em que eu fui parar no PS do hospital onde ele dá plantão, eu desabei.
Chorei tudo o que tava engasgado por todas aquelas semanas. Chorei tanto que meu marido não teve outra escolha a não ser pedir ajuda.
E a ajuda veio.
Meu antigo médico, que fez o parto da Malu disse para irmos até ele com todos os meus exames e foi o que fizemos naquele mesmo dia. Ele olhou tudo com cuidado, conversou conosco e decretou: vamos trazer essa menina ao mundo.
Dez dias depois eu estava com essa cara:
Hélio e eu no preparatório para cesárea

Não havia mais medo, preocupação ou contas a fazer. Eu só precisava relaxar e esperar.
E menos de duas horas depois, olha o que aconteceu:

Eu e Nina, já no quarto
E isso foi em 12 de dezembro de 2014. O dia em que todo o medo foi embora. O dia em que o amor me transformou.
E hoje faz 3 meses que ela está aqui conosco. Eu não passo meus dias fazendo contas, não me preocupo com minha posição na empresa. Meu mundo se resume em amar, amar e amar essas duas mocinhas que me fizeram encontrar a felicidade.
Malu e Nina

Me sinto abençoada por ser mãe.
Me sinto abençoada por saber que fiz parte de algo tão lindo e grandioso como gestar a Malu e a Nina e com certeza sou abençoada por ter uma família tão maravilhosa e nada, absolutamente nada é maior ou merece mais atenção do que isso.
Não existe mais medo das contas pra pagar ou dos meus 35 anos. Tudo o que existe é a certeza de que Deus sempre age e tudo acontece na hora que tem que acontecer.
O resto a gente resolve com amor.

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