segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Gripe e outros causos

Passei três terríveis dias da semana passada com nariz entupido e um sentimento horrível dentro de mim.
Além da gripe, eu me sentia mal por estar dando o peito para a Nina e, consequentemente, expondo ela ao meu vírus. E eis que meus temores se concretizaram na quinta-feira e minha pequenina pegou minha gripe.
E a coisa foi feia.
Os bebês na idade dela não conseguem escarrar, e aquela secreção toda fica presa dentro do nariz. Eles também não sabem que podem respirar pela boca, ou seja, Nina ficava sem ar, várias vezes. Então a levamos para a emergência de uma clínica aqui perto de casa. Infelizmente o plantonista (usando seu All Star azul de cano alto) era um molecote tosco que nos deu receita de inalação com soro e nos mandou devolta para casa. Oras, eu sei que inalação ajudará, mas será que podemos fazer uma aqui, para aliviar os sintomas agora?
Não. Ele não deixou.
Além de indignada eu estava apavorada, porque Malu só veio ter gripe com quase 1 ano de idade, então eu não sabia bem o que fazer para ajudar a Nina a respirar. Eu e meu marido decidimos, então, ir para um hospital grande.
Ficamos lá desde ás 2h até ás 4h. Nina fez inalação e as enfermeiras #fofas acompanhavam e me acalmavam o tempo todo. Quando minha filha começou a respirar sem dificuldades, o médico nos aconselhou voltar pra casa, fazer inalação a cada 6h com soro e se ela tivesse febre, voltar ao hospital.
Ela ainda está gripada e as noites tem sido looooongas, mas graças a Deus ela não teve mais episódios de falta de ar.
Estou levando ela para tomar inalação no posto de saúde 1x por dia, porque lá ela tem acesso a oxigenio e fora isso estamos fazendo inalação nela, em casa, a cada 4h.
Mas aquele sentimento de indignação ainda não passou.
Aquele médico deve estar em seu primeiro emprego pós faculdade e, por algum motivo, escolheu ser pediatra. Como pôde sequer olhar para nossa filha? Como pôde negar uma inalação a um bebê de 2 meses?
Nem todo mundo nasce para a medicina, isso é certo. Mas ainda assim eu penso que todos (absolutamente todos) os que se comprometem com uma profissão, devem fazer o melhor possível.
E a inalação era possível e não custaria nem uma moedinha do bolso dele.
Enfim... nunca mais volto lá.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Dois meses

Ontem minha Nina completou 2 meses.
Com certeza esses 60 dias foram de uma vida nova, noites em claro e muitas fofurices. Ela sorri, dá gargalhada, tentar ficar de pé forcando as perninhas quando a levantamos e insiste em apertar tudo.
Pra mim ela é a nais perfeita de todas as bebês.
Eu estou cansada, porém completamente feliz.
E a amo demais da conta.
Parabéns minha florzinha, por seus dois meses de vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Quase 2 meses depois do parto

Dia 12 faz 60 dias que Helena nasceu.
Semana passada eu pude voltar ao pilates, o que é ótimo porque preciso fortalecer a musculatura.
Minha cicatrização está indo bem, mas tenho quelóides, então vamos ver se as coisas continuam indo bem.
Tive infecção urinária das fortes e precisei de antibiótico. Foram dois dias horríveis, mas graças a Deus passou.
Minha Nina já tem 5 kg e 56 centímetros. Ela é enorme! Quando nasceu tinha 49 centímetros e 3.100 kg
Troquei de pediatra e acho que estamos indo bem com essa nova, apesar de que eu ainda tento marcar uma consulta com dr. Aureliano (dizem que é o melhor pediatra de SP e atende meu convênio, então seria perfeito conseguir consulta para as meninas!!)
Emagreci 14kg, mas estou bem flácida nos seios e minha barriga - apesar de reta- tem estrias que me incomodam.
Estou usando cicatricure, mas não tenho grandes esperanças de que essas estrias sumam.
A vida está corrida, mal consigo dormir (Nina mama ás 0h, 2h, 4h da manhã e ás 6h tenho que acordar Malu pra ir pra escola, então estou um trapo). Tem dias que fico bastante irritada, não tenho muito ânimo para arrumar os cabelos, me vestir ou maquiar.
Marido é um fofo, tem cuidado bastante da gente. Essa madrugada passou em claro, só para me deixar dormir. Mas quando ele faz isso me sinto absurdamente culpada.
Enfim, a vida está assim agora e eu já estou me corroendo por dentro só de pensar em arranjar um berçário pra Nina quando eu voltar ao trabalho, em junho.
Não queria que ela fosse tão cedo pra escolinha.
Malu foi com 5 meses e eu me senti tão mal, não quero repetir a experiência.
Se eu pudesse só mandaria pro berçário com 1 ano (na verdade se eu pude$$e a mandaria pra escola apenas com 6 anos);
Cansada, mas feliz.
É como estou agora.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Paciência

Ser mãe de duas não é exatamente difícil, mas tem seus desafios.
Malu, por exemplo, fica carente quando armamento a Nina e enfia o dedo na boca, faz voz de bebê, fala errado (troca o r pelo l) e pede atenção.
Algumas vezes, confesso, ela exige demais de mim e fico irritada. Ultimamente tenho notado que ela se finge de desentendida - e aí eu fico mesmo brava.
Um exemplo: ontem levei Nina ao hospital apos ela engasgar e sair leite pelo nariz. Malu estava na escola. Quando voltamos do hospital já era hora de pegá-la e lá fomos nós. Quando nos encontrou ela - curiosa - perguntou porque fomos todos buscá-la r eu expliquei que levamos Nina pro hospital.
Fez cara de choro e disse:
- sem mim?
- você estava na escola, filha.
- mas você podia me esperar.
- não podia, sua irmã estava passando mal.
- mas eu queria ter ido
Me perdoem, mas realmente me irritei.
Daí eu mudo o tom de voz, fico mais dura, e me torno uma mãe de quem não gosto.
Estou cansada e realmente não preciso que minha filha mais velha me condene por levar a caçula ao hospital sem ela.
Tem sido dias difíceis e eu estou muito cansada... Mas eu não queria ser uma mae ruim pra Malu. Só queria que ela tentasse compreender que eu não posso esperar por ela pra socorrer a irmã.
Sei que ela é um bebê também. Só tem 5 anos. Mas ela é esperta, e eu sei que com pouco esforço ela pode entender o que acontece.
Se tiverem algum conselho ou dica pra me dar, por favor, estou precisando.