sábado, 20 de dezembro de 2014

Nasceu!!

Na manha de 12 de dezembro eu recebi o meu presente de natal.
Minha Nina veio ao mundo de parto cesárea, após completar 38 semanas e 5 dias de gestação. Pesando 3.220 g e medindo 49 centímetros e com os olhos negros mais lindos que eu já vi.
E quando ela me olhou parou de chorar e a enfermeira a aconchegou sobre meu peito. Emocionada eu falei "oi meu amor" e ela fechou os olhinhos como quem diz "ah, você é a mamãe. Então vou dormir no seu colinho"
O parto foi maravilhoso. O anestesista, dr. José Márcio, um homem absurdamente atencioso. As enfermeiras e assistentes umas graças e meu G.O, como sempre me fazendo sentir em casa. Conversou comigo sobre todo o procedimento (criticou meu time #VaiCorinthians!) e atendeu a todos os meus pedidos (ar condicionado desligado, pouca luz e muito amor na sala). A assistente dele desenhou num sling o nome da minha princesa e fez um coração. Depois a pegaram e mediram. A pediatra fez os primeiros exames e me devolveu minha filha. O anestesista fez a gentileza de liberar meu braço que ficou esticado por causa da medicação intravenosa e eu pude "segurar" minha filha.
E foi emocionante.
Ela e eu, por tanto tempo vivendo num só corpo e ali, naquele momento, finalmente nos encontrando.
Ela é calma, praticamente não chora e dorme e mama muuuuito.
Ela teve ictericia nível 10 e foi liberada da fototerapia, mas recomendaram banhos diários de sol pela manhã. Ainda está com os olhinhos amarelados, mas está clareando a cada dia. Fora isso não tem nada de errado. É um bebê abençoado!
Hoje completamos a primeira semana. Já tirei os pontos e já desinchei bastante. Ela já teve a primeira consulta com pediatra (que foi horrível e depois eu falo sobre isso)
Eu estou super feliz. Minha familia agora está completa. Eu, hélio, Malu e Nina.
E Deus, que está no topo da nossa pirâmide e no altar dos nossos corações.
Sou muito abençoada e feliz!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Lembrancinhas

Coisa mais difícil é escolher a lembrancinha da maternidade.
Primeiro porque, pra mim, lembrancinha é um objeto que vai pro lixo.
Minha avó tinha uma caixa enorme onde guardava tudo o que ganhava em todas as ocasiões, mas não vejo mais ninguém fazer isso hoje em dia. E pra ser sincera eu também não faço.
Daí dá uma Peninha gastar uma grana pra algo que vai pro lixo #sera?
Mas também dá pena não fazer. Afinal, mãe é mãe e mãe sempre guarda as lembrancinhas dos filhos.
Mas eu queria algo que fosse, no mínimo, usável.
Depois de muito quebrar a cabeça, ficamos entre docinhos finos e garrafinha de água.
Os docinhos dançaram no instante em que a temperatura subiu. Sério, tá batendo 34° lá fora!!!
A água virou a escolha mais inteligente. Fácil de transportar, servida geladinha é um bálsamo nesse calorão e as pessoas poderão reutilizar, caso desejem.
Então, sem mais delongas, eis como ficaram as minhas escolhidas:
Design by Eliane Fortes do Festa a Caminho (facebook: @festaacaminho)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Faltam 5 dias

Se estou ansiosa? CLARO!!!
E com azia, dores nas costas e nas pernas, corrimento (incômodo e constrangedor), contrações e uma lista de coisas que ainda preciso fazer antes da Nina nascer....

sábado, 6 de dezembro de 2014

Não to bem...

Há três dias estou com diarréia. Fui ai hospital e a medica do plantão fez um exame de toque (aparentemente diarreia é um sintoma de trabalho de parto) mas o colo do útero está totalmente fechado.
Fiz exame de cardiotoque na Nina e ela está glamourosa aqui dentro. Só eu estou mal.
Tomei soro e voltei pra casa.
E tive outra noite terrível de cólica, azia e diarréia.
O dia também não está bom. São 12:00 e já fui ao banheiro umas seis vezes.
Me sinto tão cansada e indisposta...
Tomara que isso passe logo porque eu não mereço passar a última semana de gestação sofrendo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Uma semana antes

Faltando dez dias pro bebê nascer a gente deveria fazer o que?
Sério, gente... O que é o programa ideal para a gestante as vésperas do parto?
Eu quero fazer tudo. Limpar a casa, arrumar o berço, terminar as lembrancinhas, comprar o que eu ainda não tenho (tipo banheira). Toda noite faço planos e listas e no dia seguinte não tenho coragem de abrir a janela.
Estou tao pesada. Tão cansada. Me sentindo tão feia. Não quero ir a lugar nenhum fazer nada. Queria que todas as coisas dr que necessito aparecessem na minha porta como num passe de mágica.
Ainda faltam dez dias e eu já estou realmente exausta. Pensa quando essa menina nascer!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Das dúvidas e certezas

Hoje, depois de receber a carta das mãos do médico para internação, chorei copiosamente.
Não de emoção pelo nascimento da minha filha.
Infelizmente não.
Chorei pela solidão que está por vir, nos momentos mais importantes e difíceis da minha nova jornada como mãe.
Vou explicar.
Quando Malu nasceu, há 5 anos, éramos só eu e meu marido e o mundo todo a ser conquistado. Ficamos 4 dias no hospital, mas não estávamos preocupados com nada. Tínhamos um ao outro e o amor maior do mundo para oferecer a nossa pequena rebenta.
Depois fomos pra casa e, infelizmente (ou felizmente) meu marido foi demitido e ficamos mais tempos ainda juntinhos, no nosso ninho.
Mesmo com certa dificuldade financeira, aquele momento foi tão importante e tão especial para nós. Estávamos aprendendo juntos. Nós dois a sermos pai e Malu a ser filha.
Em nenhum momento ninguém se ofereceu para nos ajudar. Nem minha mãe, minha irmã, minha cunhada. Ninguém que já tinha tido filho e tinha alguma experiência se ofereceu para estar conosco naquele admirável mundo novo. Mas não importava. Tínhamos um ao outro.
Agora a história se repetirá. Mas não vai ser mais o mundo lindo. Vamos nos separar.
E minhas lágrimas foram pela separação. Pela divisão. Pela falta de ajuda - ninguém se ofereceu para nos ajudar, denovo - e agora não temos mais como ficarmos juntos, porque Malu não pode ficar no hospital, portanto eu ficarei sozinha para que meu marido possa ficar com nossa mais velha em casa.
E mesmo para conseguir ter meu marido comigo durante o parto tive praticamente que implorar para que alguém ficasse com a Malu. E é uma situação tão desagradável, tão desconfortável... quase humilhante.
Sim, tenho mãe. Não, ela não se ofereceu e ainda justificou que tem o outro neto pra cuidar.
Minha filha ficou parecendo um fardo que ninguém quer ter.
Ela não é deficiente, não tem autismo (graças a Deus), nem nenhuma deficiência que dificulte ficar com ela por uns dias.
Ela é esperta, educada e muito independente.
Mas até hoje, dez dias antes do parto, nem os avós, nem os tios entraram em contato para dizer "pode deixá-la comigo".
Por isso, ao receber aquele papel uma dor terrível tomou conta de mim.
Aquele papel estava me dizendo que está chegando o dia em que minha família se dividirá em duas.
De um lado eu e Nina no hospital.
De outro, meu marido e Malu em casa.
E não, eu não estou feliz.
Porque aquele papel comprova que minha família não é uma família de verdade. Ninguém está lá pra ajudar ninguém e cada um pensa em si acima dos demais.
Minha mãe é a que mais me dói. Porque é minha mãe.
Ainda vou chorar demais até essa bebezinha nascer.
Mas tenho Fé que isso nos fortalecerá e nos unirá ainda mais.