segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Do parto.

Com 33 semanas já está tudo arrumadinho pra Nina nascer. Mala de maternidade, quarto decorado, mala da mamãe e instruções de quem fica com Malu, quem fica comigo.
Não vai ser uma surpresa, porque eu simplesmente não quero parto normal.
Sério, respeito quem quer, quem faz, mas não é pra mim. Além de eu não suportar sentir dor, ainda acho nojento enfermeiras enfiando a mão na sua vagina, dez pessoas olhando você de pernas abertas ou simplesmente ficar de cócoras como se fosse "cagar" ao invés de parir.
Me condenem. Não ligo. Da minha vagina cuido eu. E das minhas filha também.
Acho criminoso uma mulher (ou uma legião) hoje em dia sair a caça ás bruxas contra as mulheres que optam por cesárea.
Vem cá, você vai pagar? O corte vai ser em você? Os desconfortos serão seus? Vai criar meus filhos? Então me deixa que eu sou legalmente capacitada para fazer minhas escolhas.
Sem contar que tem um monte (monte meeeeesmo) de mulher que tem parto "natural" num banheiro qualquer, enrola a criança num pano ou enfia num saco e joga no lixo. Ou seja: o parto não define o tipo de mãe que você será.


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