quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dor.

Estou tentando ignorar as dores que tenho sentido há alguns dias, mas as danadas resolveram apelar.
Agora não só dói quando me levanto, como a dor persiste enquanto eu ando. E dói muito!! Cada passo uma pontada.
Ontem a noite foi pior. Além de não ter posição para dormir eu acabei espirrando e senti como se minha barriga rasgasse, como se levasse uma facada.
A dor a qual me refiro é assim: parecem pontadas fortes embaixo da barriga, na altura da pélvis e empurra para baixo... empurra forte. A barriga fica dura e eu tenho nítida sensação de que estou tendo contrações.
Antes que me mandem ir ao médico eu já planejei essa visitinha para amanhã.
Eu não acho que esteja em trabalho de parto prematuro, mas as dores incomodam demais e eu vou tentar pedir uns dias de repouso pro meu amado médico.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Do parto.

Com 33 semanas já está tudo arrumadinho pra Nina nascer. Mala de maternidade, quarto decorado, mala da mamãe e instruções de quem fica com Malu, quem fica comigo.
Não vai ser uma surpresa, porque eu simplesmente não quero parto normal.
Sério, respeito quem quer, quem faz, mas não é pra mim. Além de eu não suportar sentir dor, ainda acho nojento enfermeiras enfiando a mão na sua vagina, dez pessoas olhando você de pernas abertas ou simplesmente ficar de cócoras como se fosse "cagar" ao invés de parir.
Me condenem. Não ligo. Da minha vagina cuido eu. E das minhas filha também.
Acho criminoso uma mulher (ou uma legião) hoje em dia sair a caça ás bruxas contra as mulheres que optam por cesárea.
Vem cá, você vai pagar? O corte vai ser em você? Os desconfortos serão seus? Vai criar meus filhos? Então me deixa que eu sou legalmente capacitada para fazer minhas escolhas.
Sem contar que tem um monte (monte meeeeesmo) de mulher que tem parto "natural" num banheiro qualquer, enrola a criança num pano ou enfia num saco e joga no lixo. Ou seja: o parto não define o tipo de mãe que você será.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Amargura

Engraçado como tenho ouvido a frase "aproveita, porque depois que cresce tudo muda"
É mais que um conselho. É quase um decreto. É como se essas mulheres tivessem se frustrassem com o restado da educação que deram aos filhos e realmente desejassem que outras mães se frustram também.
Eu trouxe Malu várias vezes pro trabalho e todos percebem nosso relacionamento. Somos amigas. Eu e ela temos momentos ruins, mas normalmente estamos de acordo. Ela me compreende. Eu a compreendo.
Então tem sempre alguem dizendo: isso muda. Quando adolescente ela vai te odiar.
E eu não entendo porque as pessoas insistem em dizer coisas desse tipo, ao invés de desejarem felicidades às familias.
Eu tenho conscinencia que estou criando um ser humano que pode vir a ter opiniões totalmente diferentes das minhas. Porém pretendo fazer com minhas filhas o mesmo que meus pais fizeram comigo. Eu tenho 35 anos e tenho muito respeito pelos meus pais.
Trocando em miúdos: respeito meus pais e sei que minhas filhas irão me respeitar.
Discordar é natural. Mas o que essas pessoas dizem é como se fosse um desejo de que dê errado pra mim tanto quanto deu errado para elas.
Isso é amargura. Infelicidade. Frustração.
E eu lamento por elas, mas vou cuidar direitinho da minha vida pra que tudo seja como eu sonhei.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

32 semanas

Tecnicamente estou grávida de 8 meses. Digo, tecnicamente porque pelas contas médicas um bebê pode nascer de 40 semanas que, matematicamente são 10 meses.
Mas, vamos lá... Me pensei hoje e ganhei 8,5kg. Qualquer pessoa se sentiria nas nuvens, pois praticamente ganhei 1kg por mês, mas estou um pouco chateada. Meus planos eram se terminar a gestação com 7kg... Acho que já disse isso, mas agora está se aproximando o dia do parto e eu realmente acho que há possibilidade de chegar aos temidos 10 kg até lá.
Apesar do médico decretar que eu vou parir até 19/12 eu sinto que não... Que minha Nina virá antes do dia 15/12. Sargitariana. E se Deus quiser, cheia de saúde.
Por enquanto é isso... Até a próxima.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Acidentes

Na quinta passada sofri um pequeno acidente ao tentar retirar meu sobrinho de 2 anos da cadeirinha do carro. Torcida o joelho e acabei ficando de molho até hoje.
Graças a Deus não foi nada mais grave, mas fiquei hiper preocupada, afinal a última coisa que uma gravida quer é ficar imobilizada.
Enfim, essa é uma fotinho que tirei da minha situação.
Agora estou bem e amanhã volto ao trabalho.
32 semanas e vamo que vamo!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Meu novo corpo e novas sensações

Quando me olho de costas no espelho eu vejo exatamente a mim, como sempre fui. Até cintura tenho. Mas quando me vejo de frente há uma barriga tao imensa que me dá medo.
Estou na semana 32... Tão, tão cansada. Não sei se por causa dos quase 8kg a mais ou por causa do calor terrível (36° hoje), mas não tenho vontade de nada. Nem de levantar. E se estou de pé não tenho ânimo pra sentar. Vai entender.
A dor na virilha aumenta e é constante. Tento me movimentar pra amenizar a dor, encontrar uma posição mais confortável, mas nada funciona. A dor me persegue.
Tenho desejos secretos de que o médico me afaste do trabalho só pra eu poder dormir ate às 11h todos os dias.
Não quero antecipar parto, nem nada disso. Nina deve chegar perto do natal e eu vou esperar. Mas não significa que estou me sentindo maravilhosa, porque não estou.
Morrendo de medo das estrias, de ganhar mais peso nessas ultimas semanas e não conseguir eliminar tudo no pós parto. Medo de coisas bobas e vaidosas. Não me julguem. Tenho 35 anos, minha elasticidade não é a mesma se quando Malu nasceu.
Por falar em Malu, volta e meia dá uma regredida básica. Até chupeta já pediu. O dedo não tira da boca e só dorme na nossa cama.
A gente não sabe lidar com isso e é compreensível que ela aja dessa forma. Pra nós também é estranho ter um novo bebê depois de tantos anos.
Enfim...
Vamos contar mais 8 semanas... Só espero que São Pedro seja bonzinho e mande chuva e amenize o calor.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ciúmes

Passei 4 anos ouvindo minha filha pedir uma irmã (tinha que ser irmã! Irmão não servia).
E passei 4 anos inventando desculpas para negar o pedido.
Até que em agosto do ano passado decidimos tentar denovo. Fui no meu médico e tirei o DIU. Depois foi só tentar e esperar, tentar e esperar, tentar e... em março desse ano finalmente aconteceu.
Ainda lembro a carinha dela quando eu e o pai sentamos ao seu lado e dissemos: "você vai ter um irmãozinho"... Malu, do alto de seus quase 5 anos desacreditou: "vocês estão brincando, né?"
Achei engraçadinho, mas compreensível. Afinal, passamos anos dizendo não ao pedido dela, nada mais natural que duvidar.
E ela só acreditou quando a levamos no primeiro ultrassom e ela ouviu o coraçãozinho do bebê.
Sim, ela acabara de ser promovida a irmã mais velha.
E daí começaram os mimos: "Mamãe, deixa que eu faço isso pra você. Você está grávida!"
As pessoas me perguntavam sobre ciúme e algumas, maldosas, até tentavam provocar isso na Malu dizendo que ela perderia o posto de princesinha da casa. Eu sempre deixei minha filha confiante de que ela jamais perderia nada, pelo contrário, ganharia um amigo, um companheiro para toda vida.
Quando soubemos que seria outra menina ela fez festa. Amou a ideia. Era um sonho que se realizava.
Mas na última semana tenho notado um certo ciuminho crescendo no coração da minha pequena... um dia eu vi o quarto todo desarrumado (e lá em casa não tem dessas...) e mandei ela desligar a televisão e arrumar aquela bagunça... foi então que, com cara de brava e batendo o pé ela desligou a tv e seguiu pelo corredor rumo ao quarto, resmungando: "quando a neném nascer eu vou embora"
Aquilo cortou meu coração... abaixei na altura dela e perguntei porque ela disse aquilo e ela deu com os ombros.
"Quando você tiver um novo neném eu sei que você vai me mandar embora"
Claro que eu conversei com ela, expliquei que isso jamais aconteceria e que o bebê não viria roubar o lugar dela. Expliquei também que não é porque ela se sentia assim que estaria desobrigada das tarefas. A vida era a mesma, só que com um bebê.
Mas ela repetiu, em outras ocasiões, a mesma coisa.
Toda vez que leva uma bronca, ela repete o mantra de que vamos mandá-la embora porque ela é desobediente.
E eu não sei mais o que fazer para mostrar para minha filhota que ela não precisa se preocupar.
Se alguém passou por isso, me ajuda, porque me parte o coração ver minha filha dizer isso.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ganho de peso

Obviamente toda gestante ganha peso ao longo da gravidez. E, segundo a maioria dos médicos, o ganho ideal está entre 9 e 12 kg, mas minha meta sempre foi 7 kg para essa gestação.
Acontece que estou com 30 semanas e ao me pesar hoje descobri que já ganhei 7,3kg. Ou seja, ultrapassei a meta e ainda faltam 10 semanas.
Por isso estou me auto desafiando a manter esse ganho.
Podem me chamar de louca, mas eu não acredito mesmo que se ganhar mais peso será melhor. Alem de não representar necessariamente ganho de peso do bebê, o aumento de gordura ainda pode ser um problema na hora do parto.
Então é isso.
Começo a usar um aplicativo de controle de peso amanhã.
O objetivo é manter o ganho de peso em 7kg, me alimentando de vegetais, frutas r carnes magras, além de cereais e frutos secos que auxiliem no transito intestinal.
Semana que vem me peso denovo e conto o que comi.
Aliás, o peso de hoje foi 63,8kg.
Até segunda que vem!