segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Piadinhas com grávidas

Uma das coisas que eu nunca entendi no ser humano é o fato de haver um momento da relação em que duas pessoas se tornam tão íntimas que acham normal ofender uma a outra em tom de brincadeira.
Sério, quem disse que só porque você é meu amigo tem o direito de me chamar de gorda, rechonchuda, lua cheia e outras coisas mais - referenciado minha barriga de 7 meses de gestação.
Isso é deprimente.
Em contrapartida a gente reage sendo grosseira também. Lógico, eu preciso de preservar de algum modo!
Hoje pela manhã sai atrasada e não deu tempo de tomar café em casa, então resolvi tomar aqui na lanchonete da empresa. Estou eu lá na fila e peço um pão na chapa para viagem. O sujeito atrás de mim completa: quantas vezes você já pegou essa fila só hoje? - e cai na gargalhada sozinho, chamando a atenção de todos que estavam aguardando na fila e me constrangendo profundamente.
Eu olho para ele indignada.
Primeiro, porque não está saindo do bolso dele o que eu como;
Segundo, porque é a primeira vez que eu compro pão nessa lanchonete, já que eu sempre tomo café em casa.
Terceiro, quem deu a ele o direito de falar dessa forma comigo?
Eu não respondi, mas devia. Peguei meu pão e ia saindo quando ele segurou meu braço perguntando se eu não ia dar um beijo nele.
- To com pressa - respondi, seca.
Gente, me diz que prazer doentio pode ter um ser humano ao ver uma grávida e chamá-la de gorda, insinuando que a barriga saliente é fruto de excesso de comida?
Estou me sentindo tão ofendida!

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