segunda-feira, 30 de junho de 2014

Progesterona na gravidez

Depois de ir ao hospital e ser medicada, tive uma consulta regular com meu G.O. Lá, apresentei os dois ultrassons que tinha feito (um na emergência do hospital e o outro morfológico de primeiro trimestre) e ele disse que os dois estavam normais, e a gestação estava indo muito bem.
Fiquei aliviada, mas insisti que ainda sinto dores incômodas. Ele, então sugeriu que eu fizesse repouso absoluto durante dez dias e tomasse toda noite uma medicação chamada UTROGESTAN.
E foi aí que minhas preocupações voltaram à tona.
Nunca, jamais, nem nos momentos mais dolorosos da minha existência eu tomo um remédio sem ler a bula antes. E dessa vez não foi diferente. E eis que não fiquei nem um pouco satisfeita - só que ainda não sei se com a bula do remédio ou com o discurso do médico.
Vamos a um dos trechos iniciais:

"Utrogestan - Indicações

Distúrbios da ovulação relacionados à deficiência de progesterona, como alterações do ciclo menstrual e amenorréia secundária (ausência de menstruação). 
Insuficiência lútea (diminuição de progesterona na segunda fase do ciclo). 
Deficiência de progesterona, na pré-menopausa e na reposição hormonal da menopausa (como complemento à terapia com estrogênio). 
Por via vaginal, Utrogestan® é indicado também na implantação do embrião e manutenção da gravidez durante o primeiro trimestre"


Oras, se os ultrassons estão normais, a gestação vai bem e as dores são por causa do útero expandindo, por que ele me deu uma medicação a base de progesterona para segurar a gravidez?
Antes que me digam "porque é necessário" vou voltar à linha onde eu descrevi que ele disse que tava tudo bem.
Se tem uma coisa que eu odeio nos médicos é essa mania que eles tem de achar que nós, os pacientes, não precisamos saber o que está havendo. Abre o jogo comigo: meu bebê corre riscos? Eu corro riscos? Quais riscos? Pois além de ter dito com um sorriso que está tudo bem ele ainda não disse por quanto tempo devo(eria) tomar essa medicação... oras, será até o final da gravidez? É tão grave assim? E se é grave, por que não fala de uma vez?
Enfim... entre a decepção de não ter meu primeiro G.O nesse convênio e a frustração de ter um novo G.O que não se comunica comigo, marquei uma nova consulta com outra G.O para amanhã.
Vamos ver se agora a coisa vai.
Amanhã eu conto.

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