quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Método Super Nanny...

Estava zapeando e uma coisa me chamou a atenção. Era SuperNanny dizendo que, a partr de 1 ano e meio a criança está pronta para deixar as fraldas e usar o vaso sanitário.
E, de repente, uma série de imagens veio a minha mente.
Com 1 ano e meio eu era um bebê. E acho que, trinta anos depois, uma criança de 1 ano e meio AINDA é um bebê. E como um bebê pode ter capacidade de abandonar as fraldas e usar vaso sanitário (no caso, peniquinho, pois nem alcança o vaso).
Acho absurdo que os pais sigam esses ensinamentos, e acho até que beira a preguiça esse tipo de conduta.
Preguiça sim, de trocar fraldas, porque não é normal ao filho de 1 ano e meio usar calcinha ou cueca e ir ao banheiro. Mas é cômodo aos pais que ele não use fraldas.
Daí me vem outra questão... se com 1 ano e meio a criança está pronta pra usar o vaso sanitário, qual o problema de uma menina de 13 anos se sentir preparada para transar? Pra mim é uma coisa leva naturalmente a outra. Bom, mas se a menina aos 13 se sente adulta o bastante pra transar ela pode engravidar. Porém se engravidar, a responsabilidade sobre a criação daquele novo bebê é de quem? Ora, dos pais da menina, claro. Pois, pela legislação, aos 13 ela não tem idade para trabalhar ou morar sozinha, portanto os pais que não queriam limpar o bumbum do bebê quando tinha 1 ano e meio, agora têm que trabalhar para sustentar o neto!
O que eu quero dizer é que a sociedade está obrigando as crianças a crescerem rápido demais porque tem preguiça de cuidar dos filhos pequenos, portanto, quanto antes eles se tornarem independentes, mais cedo os pais se livram desse peso. Mas ninguém quer que a filha aos 13 seja mãe, não é mesmo?
Aos 13 eu ainda brincava de bonecas. Aos 15 tive festa de debutante com direito a vestido de princesa e valsa. Aos 17 dei meu primeiro beijo (e nem era de língua). Aos 18 tive meu primeiro namorado. E acho que foi tudo muito bom, no momento certo, com a cabeça certa. Não fui rebelde, não dei trabalho aos meus pais, nunca fumei, me droguei, caí na gandaia. Fui a primeira aluna da turma, A mais nova da faculdade. Me orgulho de tudo isso. Se eu acho que perdi alguma coisa porque não frequentei baladas? Não, eu não acho. E mesmo adulta, antes da Malu nascer, nunca desejei ir nesses lugares cheios de gente, com pouca luz e música ensurdecedora. E acho sim, que uma infância sadia faz um adulto sadio.
Minha filha tem 4 anos. Eu a chamo de meu bebê e sento no chão para brincar de chá da tarde ou Doutora Brinquedos com ela. De vez em quando o xixi escapa na calcinha. Eu não dou bronca. Vou com ela ao banheiro, a limpo e troco por uma calcinha nova. Acho bom que ela entenda que eu não tenho pressa de que ela cresça, e nem que está errado ser criança, deixar o xixi escapar ou brincar de bonecas.
Ser criança não é errado. Não é feio. Não há necessidade de apressar as coisas.
Se todos os pais deixassem seus filhos serem crianças, como eles foram um dia, talvez a adolescência não fosse um problema tão grande, como é hoje em dia.

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